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Pr. Edmundo Felix
Fazia muito calor e aquela parte do deserto da Judéia era muito seca. Mesmo dentro do carro, sentíamos as interperes do deserto, passávamos no provável local em que o povo de Israel sob a liderança de Josué entrou na terra prometida. Entramos em uma estrada que dava acesso a cidade de Jericó, e passando por barreiras das patrulhas Israelenses e autoridades Palestinas. As instruções eram as seguintes: "não saia da estrada e tome atalhos, aqui é autonomia Palestina e tomar atalhos significa perigo, morte". Entramos na cidade dirigindo-nos para a fonte de Elizeu e o Monte da Tentação. Apesar da expectativa das visitas importantes aos sítios arqueológicos, a palavra de advertência pronunciada pelo guia não saia da minha cabeça, "não sai da estrada principal e tome atalhos. Atalhos são muito perigosos". Pensei: "Porque, será que eles escondem alguma coisa que não pode ser visto?" Aquilo passou e esqueci. Com a Bíblia na mão lendo sobre Jericó, descobri que um homem que descia de Jerusalém para Jericó, havia caído nas mãos de salteadores e ferido jazia na estrada até que foi socorrido pelo bom Samaritano. Incrível é que aquele homem não foi para Jericó pela estrada normal conhecida como estrada das ovelhas, mas ele tomou um atalho, e naquele atalho perigoso ele foi vítima de salteadores. Graças a Deus que aquele dia em Jericó, território Palestino, eu fui obediente e andei na estrada principal, não tomei atalhos e não corri risco algum. Mas às vezes em nossa trajetória desviamos da rota certa e tomamos atalhos para encurtar o caminho, e quase sempre nesses atalhos, os inimigos à espreita nos atacam, roubam, mutilam e matam. Não tome atalhos, siga o caminho das ovelhas, o caminho seguro, mesmo que esse caminho seja mais longo e difícil; lembre-se, que os caminhos que parecem fáceis escondem em suas entranhas todo tipo de inimigo pronto para destruí o crente apressado e desavisado.
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