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Pr. Edmundo Felix
Era extasiante e ao mesmo tempo estranho a sensação que eu sentia, quando depois de me curvar e passar pela porta da catedral onde dizem que o menino Jesus nasceu na cidade de Belém. O guia havia falado que na época da guerra entre os muçulmanos e os cruzados, eles tiveram que baixar as vigas superiores da porta para que os cavalos não entrassem na Catedral. O lugar é suntuoso e ao mesmo tempo terrível. Duas igrejas dividem o domínio do lugar: de um lado a igreja romana, do outro, uma igreja ortodoxa, não tem paredes, mas cada um sabe qual é o seu domínio. De um lado tem a entrada da gruta onde dizem que Jesus nasceu, e do outro lado outra entrada da mesma gruta que se divide internamente por uma parede. Enquanto as pessoas se acotovelavam nas estreitas escadas da gruta, me aventurei a entrar no terreno católico e travar uma calorosa conversa com o padre responsável pela paróquia, que se alegrou muito quando descobriu que eu era da cidade de Belo Horizonte, que era também a sua terra natal. Como estava já algum tempo naquela região, lembrei que o padre mineiro gostava como eu de pão de queijo, coisa rara e preciosa na Terra Santa. Mas como o nosso Deus cuida de detalhes na vida dos seus filhos, na noite anterior andando palas ruas de Tela Vive, descobrir uma casa que vendia café e pão de queijo brasileiro, só que estava fechada e a informação era que a casa abriria no outro dia cedo. Assim, no outro dia, antes de ir para Belém, bem cedo, coloquei-me diante daquela casa esperando abrir com a intenção de arrematar todos os pães de queijo possíveis. Qual foi a minha supressa em descobrir que eles assaram só cinco pãezinhos de queijo. Comi alguns e guardei outro na sacola de viagem, e ali em Belém (Betlahem) que significa "casa de pão", eu estava compartilhando o meu precioso pão de queijo, no lugar onde o pão da vida havia nascido. Quando sai da cidade vi em um prédio a bandeira Palestina levantada ao sabor do vento, e fiquei sabendo que naquele mesmo ano, em Dezembro, Belém deixaria de era território Israelense e passaria a ser território Palestino. Descobrir que eles brigavam pela casa de pão, mas não se importavam com o verdadeiro pão da vida que nasceu naquele lugar, Jesus Cristo, para alimentar a fome espiritual da humanidade. É fácil amarmos mais as coisas criadas do que o Criador, as riquezas do que Aquele que nos dá a verdadeira riqueza. Que eu e você venhamos sempre a comer o verdadeiro Pão da vida na casa do pão de queijo da nossa terra. "Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede". João 6:35.
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