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Pr. Edmundo Felix
É difícil quando você tem em sua mente conceitos bíblicos e esses conceitos são trocados por um grupo de pessoas que se acham donos na terra e se esquecem que a terra e tudo que nela existe pertence a Deus, o seu criador e sustentador. Ainda um pouco sonolento, despertei-me por completo quando o carro que sacolejava e serpenteava nas ruas de uma cidade antiga, fiquei tentando ver as ruínas das muralhas que Deus derrubou na época de Josué, fiquei extasiado diante da fonte que até hoje jorra águas doce que cujas águas foram saradas pela intervenção do profeta Elizeu, e na avenida principal que da acesso a entrada da cidade, fiquei olhando vários pés de sicômoro, árvore que o baixinho Zaqueu subiu e encontrou-se com Jesus, procurei avidamente um cego assentado na entrada da cidade, como Jesus encontrou com o cego naquela entrada e o curou, e no meio daquelas buscas e descobertas, mim encontrei indignado, pois a 36 quilômetros de Jerusalém, Jericó agora não era mais uma cidade livre de Israel, mas uma cidade com outro governo, outra autonomia. Triste, parei em frente a uma lanchonete, e juntamente com o meu amigo Isaque entramos para comprar água, enquanto entravamos, aproximou-se de nós um árabe de pele curtida, magro, alto, mas parecendo com beduínos, moradores do deserto do que da cidade, e em seguida se lançou nos braços do meu amigo, e em meio a beijos, lágrimas, sorrisos e palavras em árabe e hebraico, o amor de um reencontro fluía livremente. Fiquei de lado, ainda triste não entendendo nada do que acontecia, imaginava, "como o meu amigo israelense pode abraçar e beijar alguém que tomou as suas terras", eu não entendia. De volta ao carro, ainda confuso, o meu amigo contou uma história que mudou a minha tristeza, na guerra do golfo, o meu amigo era sargento da força aérea israelense, e o árabe era inimigo de guerra que lutava contra Israel, um dia um grupo de soldados árabes foram capturados pelos soldados Israelenses, e entre eles estava esse homem que se tornou prisioneiro de guerra em um local cuja responsabilidade de guardá-los era do meu amigo Isaque. Eles eram antes da guerra padrinhos de filhos e casamento, na guerra eram inimigos, porém a guerra acabou, o árabe foi solto, e agora os dois se encontravam em Jericó e o amor e a amizade continuava fortes como nunca para os dois. Fiquei pensando se todos fossem como meu amigo Judeu e o seu amigo árabe, como seria diferente, e lembrei, mas uma vez do encontro que um habitante daquela cidade teve com Jesus, e ouviu dos seus lábios as seguintes palavras: "Então Jesus lhe disse: Hoje houve salvação nesta casa, pois que também esse é filho de Abraão. Porque o filho do homem veio buscar e salvar o perdido". Lucas 19:9-10. Mas uma vez eu vi como é fácil o nosso coração se enganar e achar que Deus é Deus de alguns grupos privilegiados, esquecendo que Ele é Deus de todos os que O busca de coração, e que tem um enorme desejo da salvar israelense, árabes, judeus, europeus, americanos... Deus é fiel!
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