|
Pr. Edmundo Felix
Janeiro de 2004. “Bôquer tov, shmi Manuel, naím meód, zot ishtí Rita”, essa foi a clássica apresentação do meu colega, ao Árabe que falava hebraico. Parecia até que ia impressionar, mas impressionado ficou o meu amigo quando o cortês Árabe falou inclinando o rosto levemente de olhos fitos em sua bela esposa:“todá". E em seguida ajudou a sua esposa a subir em seu camelo, e começou a puxar o camelo, que num trote foi se afastando de nós. Coitada da mulher que quando sentiu que estava sendo raptada. Desesperada começou a gritar e a bater no pobre camelo para parar. Quando percebemos a seriedade das coisas, corremos e alcançamos o camelo e o Árabe, que depois de muita insistência, xingando e gritando, nos devolveu a esposa do irmão. O irmão havia tentado dizer ao Árabe as seguintes palavras: “Bom dia, meu nome é Manuel, muito prazer, essa é a minha esposa Rita”. O Árabe entendeu: “Bom dia, meu nome é Manuel, com muito prazer, eu lhe dou a minha esposa Rita”. O Árabe, muito educadamente agradeceu o Manuel, dizendo: “Todá”, obrigado! E levou a sua nova esposa para casa. Isso nos ensina uma velha máxima: nunca podemos desprezar o poder da palavra na comunicação das idéias, na formação de conceitos, na transmissão de pensamentos, cultura, conhecimento e vida. As vezes falamos uma coisa com a igreja, família e amigos, e achamos que nos comunicamos, quando a realidade é bem diferente, eles não entenderam nada. Corremos o risco de vivermos iludidos com uma comunicação que edifica, indica, constrói e direciona, quando não estamos nos fazendo entendidos. Existem muitos “Manueis” liderando igrejas e muitos “Árabes” prontos para tomá-la. Cada um falando e entendendo tudo diferente. Que Deus nos ajude como pastores e líderes cristãos, a não “dar a noiva de Cristo” ao mundo, ao diabo, ao pragmatismo, à falsa teologia, ao engano, ao egoísmo, ao mercado gospel, a um outro evangelho, ao espertalhão, ao mercenário.
|
|
||||||||||||||||||||