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Pr. Edmundo Felix
“Porquanto prevaricastes contra mim no meio dos filhos de Israel, nas águas da contenção, em Cades, no deserto de Zim, pois me não santificastes no meio dos filhos de Israel. Pelo que verás a terra diante de ti, porém não entrarás nela, na terra que darei aos filhos de Israel”. Dt 32.51-52. A noite estava agradável, mas por estarmos desde as 14 horas no deserto da Judéia, o vento aumentara trazendo poeira para os nossos olhos. Havia um palco armado no deserto da Judéia. Que contraste! Justamente ali, no meio do nada, e agora, um palco armado com luzes computadorizadas, instrumentos e toda tecnologia, no deserto da história, dos profetas, dos reis, de inúmeras batalhas, de aparições de anjos, onde ecoou muitas vezes a voz do Senhor no passado. Um grupo começou a cantar em hebraico, enquanto dançarinos
lembravam com a coreografia e figurino, as danças agrícolas das
festas santas de Israel, nos bons tempos de Davi. O vento fustigava meus olhos
obrigando-me a virar o rosto para protegê-lo, quando de súbito
olhei o Mar Morto banhado pela lua clara e bonita que aparecia por traz das
montanhas de Moabe, onde Moisés subira, avistado a Terra Prometida, no
lado da Jordânia. Naquele local onde se comemorava a abertura da festa dos tabernáculos, eu sentia em poucos minutos, um pouco do que Moisés sentiu quando Deus lhe disse que ele não entraria na terra prometida que havia sonhado, desejado e gerado nos corações do povo. Cheguei à conclusão obvia para todo crente, mas infelizmente não observada por todos. Não vale a pena desobedecer à voz de Deus, fatalmente perderemos e as portas de oportunidades, onde Ele nos reservou suas bênçãos, serão fechadas. Quantos crentes hoje não desfrutam do fruto da terra, das bênçãos do Senhor por serem desobedientes. Desci do deserto pensando em minhas desobediências, subi para Jerusalém, avistei os muros da cidade antiga, o domo da rocha, o local onde estava o templo de Salomão, e pensei: “Ainda bem que Deus deixou-me entrar na cidade!”.
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