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Pr. Edmundo Felix
“... Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal...”. Mateus 6:13.
Deus não disse que não seremos tentados, mas nos ensinou a orar e vigiar para que não caíamos ou entremos em tentação. Às vezes achamos que a tentação não tem valor e importância, que o final é sempre nos fazer mal, mas não é bem assim. Quando eu lia a respeito da tentação de Jesus no deserto, no final de quarenta dias de jejum e oração, eu ficava pensando: Como foi esta tentação? Minha imaginação fazia um quadro mental de Jesus sendo tentado perto das margens do Rio Jordão, pois assim que foi batizado Ele foi levado ao deserto para ser tentado. Em volta do Rio Jordão existe o deserto da Judéia. Mas, grande foi a minha surpresa, quando descobri que o deserto que Jesus foi tentado era bem longe do Jordão, em uma montanha inóspita e desabitada, acima da cidade de Jericó. Até Jesus teve que passar por seu Jericó. O povo de Israel através da liderança de Josué também teve que passar e vencer o seu Jericó e extrair de lá a sua Raabe que se tornou parte da raiz da qual veio o salvador. Quando vi meu amigo israelense descendo na entrada de Jericó, abraçar e beijar um árabe palestino, e depois de perguntá-lo o motivo, ele disse que, aquele árabe na guerra do golfo, foi seu inimigo e prisioneiro de guerra, mas depois da guerra eles continuavam amigos porque eram como irmãos. Fiquei pensando que eu também tinha que passar o meu Jericó como o meu amigo Isaque. Como nações eram inimigas, como pessoas eram amigos. A Raabe de Jesus no monte da tentação em Jericó, foi a firmeza que teve na sua posição em obedecer a Deus, o Pai, pois foi destes momentos de firmeza na obediência, que veio a autoridade de dar a Si mesmo por nós na cruz, a fim de nos salvar. Quando passamos pelo nosso Jericó, pelas tentações, sem cair, mas com firmeza e determinação em obedecer a Deus em tudo, temos a recompensa e o privilegio de entrar na galeria dos vencedores por Cristo Jesus.
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