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Elídia Helena
A nossa língua, apesar de pequena é uma benção, podendo também, ser a nossa maior inimiga. Ela pode “ser a pena de um habilidoso escritor” (Sl 45:1b) ou, “uma navalha afiada, traçando enganos” (Sl 52:2). Tudo o que falamos é certo que afetará a alguém. Daí a importância em medirmos as nossas palavras, cuidando em falar o que é certo, na hora certa e às vezes, nem dizer, guardando o silêncio, que também tem seu precioso valor. O descontrole da língua pode causar terríveis e irreparáveis danos, como a separação de pessoas, amigos, colocando-os uns contra os outros... Mesmo que nos desculpemos após as ofensas, as cicatrizes das feridas causadas pelas más palavras permanecerão. A língua não domada faz mexericos, despreza as pessoas, se vangloria, faz manipulações, ensina falsidades, exagera, mente, murmura... Há um ditado que diz: “Quem fala o que quer, ouve o que não quer” e, acaba caindo em perturbação, pois fala o que não deve trazendo conseqüências arrasadoras, ferindo e destruindo. Ao surgir a fofoca, qualquer comentário só ajudará a manter o fogo da ira aceso e ao insulto devemos responder com brandura, sem exaltação, mesmo que a vontade seja de estourar. Decidindo não discutir, cortamos o combustível e assim o fogo se apaga. Todas as nossas palavras e pensamentos são examinados por Deus, daí a necessidade de orarmos pela manhã, pedindo a Ele que guie o que pensarmos e o que falarmos, permitindo –Lhe que guarde a nossa boca. Que tal pensar no que dizer fazendo três perguntas importantes antes de abrir a boca? 1) O que vou dizer é verdade? 2) É necessário? 3) É gentil? Agindo assim seremos justos, não correndo o risco de lamentar pelos estragos feitos por palavras mal ditas, infundadas, odiosas que prejudicam ao se espalharem rapidamente. Mas... não estamos sós. Há esperança... O Espírito Santo nos ajuda a termos domínio próprio, purificando nossos corações para que possamos falar o que agrada a Deus, pois palavras motivadas por Cristo são cheias de pureza, paz, consideração, misericórdia, sinceridade, bondade...A luta não é por nossa própria força. Ele nos ajuda a controlar o que dizer quando somos ofendidos; na crítica, Ele cura a mágoa para não contra-atacarmos...; Ele nos ensina que a melhor maneira de refrearmos a língua é levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo! Como está escrito em Filipenses 2:11: “Toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor”, vemos que é também com a língua que confessamos que Jesus é o nosso Senhor, que Ele é o nosso salvador e por isto podemos ter vida eterna com Ele. Que maravilha podermos servir a este Deus querido que tanto nos ama e nos dá a condição de usarmos nossa língua para termos salvação e podermos abençoar as pessoas levando Cristo até elas! Que possamos cumprir o “Ide” de Jesus, tirando vidas das mãos do inimigo!
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